O médico anestesista Giovanni Quintella, de 31 anos, que foi filmado estuprando uma grávida durante o parto de cesariana, também é investigado pela Polícia Civil por outros cinco possíveis abusos sexuais em São João de Meriti, na Baixada Fluminense (RJ). O homem passou por audiência de custódia nessa terça-feira (12) e encaminhado ao prédio de Bangu 8, na zona oeste do Rio de Janeiro, para cumprir prisão preventiva.

Segundo a delegada Bárbara Lomba, da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), Quintella é suspeito em três casos ocorridos no último domingo (10) no Hospital da Mulher Heloneida Studart – incluindo o filmado, além de outras três mulheres que procuraram a polícia após a repercussão do episódio na mídia, inclusive de outras unidades de saúde em que ele trabalhou.

O anestesista foi preso em flagrante na madrugada (10) depois que uma equipe de enfermeiros desconfiou do comportamento do médico e instalou uma câmera na sala de parto para flagrar algum possível ato comprometedor. As imagens escondidas mostram Quintella colocando o pênis na boca da mulher enquanto ela estava dopada e passava por uma cesárea.
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Os funcionários afirmaram para a polícia que o anestesista estaria aplicando doses excessivas de sedativo nas parturientes. Toda a equipe médica presente na cirurgia prestou depoimento. As pacientes que estão operadas e podem ser vítimas dele também serão chamadas para depor.

A delegada afirmou que não vai pedir teste de sanidade mental para o anestesista, considerando que ele exercia normalmente a profissão. O telefone do médico foi apreendido, como também uma gaze que a equipe do hospital recolheu no lixo e que pode ter material biológico do anestesista. Tudo passará por perícia, assim como os medicamentos aplicados por ele nas gestantes. Quintella já é réu por um caso de denúncia de erro médico no Hospital de Irajá.

Após ter a prisão convertida de flagrante para preventiva, Quintella foi removido da cadeia pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio, para Bangu 8, por ser o presídio do Estado que recebe presos com curso superior. Ele está em uma cela individual. Na chegada, o anestesista foi hostilizado pelos outro detentos na noite de ontem (12). Conforme apurou a TV Globo, por volta das 21h15, quando chegou ao local, os presidiários começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista, como forma de protesto.

Informações Blog do Juares.