O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama) anunciou recentemente a suspensão de todas as licenças previamente emitidas para a caça de javalis e outras espécies exóticas, de maneira preventiva. De acordo com um comunicado divulgado no Sistema de Informação de Manejo de Fauna (Simaf) do órgão na semana passada, as autorizações para essas atividades serão agora concedidas pelo Exército, e, por isso, as licenças foram bloqueadas até que os procedimentos sejam reavaliados e ajustados.

O informativo destaca: “Considerando a edição do Decreto 11.615, de 21 de julho de 2023, que determina que a caça excepcional para controle de fauna invasora somente será autorizada pelo Comando do Exército, suspendemos preventivamente as autorizações de manejo em vida livre nas modalidades de caça ativa, ceva ou espera emitidas pelo Simaf, até que se proceda as adequações necessárias.”

Essa decisão do Ibama gerou preocupações, especialmente entre os setores ligados à agricultura e pecuária. A Sociedade Rural Brasileira (SRB) expressou sua apreensão com a suspensão das licenças e pediu atenção urgente do Ministério da Agricultura e outras autoridades competentes para evitar que questões burocráticas comprometam a saúde sanitária do país. A entidade também reivindicou uma rápida resolução do impasse relacionado ao controle das espécies exóticas.

Em uma nota oficial, a SRB ressaltou os riscos significativos que os javalis representam para a pecuária nacional, especialmente considerando o momento em que o país está avançando na retirada da vacinação contra a febre aftosa. A SRB destacou que javalis e javaporcos são reservatórios de várias doenças, como a Peste Suína Clássica, a doença de Aujeszky e a Febre Aftosa. A entidade reforçou a importância de não permitir que a burocracia afete o status sanitário do país e prejudique o trabalho meticuloso relacionado à retirada da imunização contra a aftosa e a proteção do rebanho brasileiro.