Colinas represou detritos da enchente e vira epicentro da busca por vítimas
Colinas, no Rio Grande do Sul, é o epicentro das buscas pelos corpos das vítimas da enchente que devastou a região há duas semanas. Uma tragédia com 48 mortes confirmadas até o momento, deixou um rastro de destruição às margens do Rio Taquari, em Colinas, com centenas de casas arrasadas, veículos e pilhas de detritos chegando a impressionantes 20 metros de altura. A maioria veio de Roca Sales e Colinas, municípios mais atingidos.
Estima-se que mais de 10 mil toneladas tenham sido arrastadas pelas águas do rio até essa região. Entre militares e voluntários, cerca de 135 bombeiros estão dedicando seus esforços nesta operação de busca e resgate.
Os Bombeiros Voluntários de Colinas e Imigrante (Imicol) de oito pessoas durante a semana, mas esse número aumenta para 20 no final de semana. Mais de 60 bombeiros voluntários de diferentes partes do país, incluindo Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso, já passaram pela região para ajudar nas buscas.
Conforme a comandante Imicol, Caroline Hauschild, as buscas estão concentradas nessa região porque é onde foram encontrados dois corpos de vítimas, bem como três corpos do cemitério de Muçum.
Ela informa que o Major dos Bombeiros do Paraná realizou um sobrevoo na área, abrangendo desde Santa Thereza até Mariante, em Venâncio Aires. Seu relatório indicou que a maioria dos detritos represou em Colinas. Entre os destroços, há relatos de casas inteiras de Roca Sales, containers, caminhões, carros, casas, maquinários, e até mesmo material hospitalar do Hospital Roque Gonzáles.
A operação de busca é complexa e desafiadora. Os bombeiros precisam lidar com o risco de desabamento dos detritos, a presença de animais peçonhentos e a possibilidade de encontrar corpos em estado de decomposição.
Apesar das dificuldades, os bombeiros continuam trabalhando incansavelmente para encontrar as vítimas. Eles pedem a ajuda da população para denunciar qualquer informação que possa auxiliar nas buscas.
