Papudinha foi determinada após Bolsonaro pedir prisão domiciliar, diz Moraes

Segundo o ministro, o novo local oferece melhores condições e estrutura mais ampla, com 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira, 15 de janeiro, a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal, onde cumpria pena, para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. A decisão foi motivada por um pedido da defesa, que solicitou prisão domiciliar humanitária alegando falta de condições adequadas na cela anterior.

Após ser condenado a mais de 27 anos de prisão, Bolsonaro foi levado para a chamada Papudinha, uma Sala de Estado Maior localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), dentro do complexo. O despacho de Moraes cita reclamações dos filhos do ex-presidente, que afirmaram que as condições na PF não ofereciam “mínimos de dignidade”.

Segundo o ministro, o novo local oferece melhores condições e estrutura mais ampla, com 64,83 m², sendo 54,76 m² cobertos e 10,07 m² externos. A unidade conta com cozinha, banheiro, lavanderia, quarto, sala e área externa, além de cama de casal, TV, geladeira e chuveiro com água quente.

Bolsonaro terá direito a cinco refeições diárias e banho de sol com total privacidade e horário livre. Também poderá receber visitas da esposa, Michelle Bolsonaro, dos filhos e da enteada, por até três horas, divididas entre os visitantes.

Moraes destacou que, apesar das boas condições, o espaço “não se trata de uma estadia hoteleira ou colônia de férias”, ressaltando que o ex-presidente cumpre pena por liderar uma organização criminosa envolvida nos atos golpistas de 2023.

Antes de decidir sobre o novo pedido de prisão domiciliar, o ministro determinou que uma junta médica da Polícia Federal realize perícia para avaliar o estado de saúde de Bolsonaro e a adaptação ao novo ambiente.

Neri Conte

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