El Niño reacende alerta no Sul e pode trazer chuvas intensas ao Rio Grande do Sul em 2026

Fenômeno climático deve elevar temperaturas no país e aumentar risco de eventos extremos, especialmente na região Sul

A possibilidade de um novo episódio do El Niño no segundo semestre de 2026 tem mobilizado especialistas e reacendido preocupações no Brasil, principalmente no Sul. De acordo com um boletim da Administração de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos, o fenômeno pode se desenvolver rapidamente e alcançar intensidade ao menos moderada, provocando elevação das temperaturas em diversas regiões. Esse cenário guarda semelhanças com o observado em 2023, o que reforça o estado de atenção entre meteorologistas.

No Rio Grande do Sul, o risco é considerado mais elevado devido à chance de chuvas intensas e persistentes, semelhantes às que resultaram nas enchentes históricas de 2024. Modelos climáticos globais indicam um padrão próximo ao que antecedeu aquela tragédia, quando volumes extremos foram registrados — como os 845,3 mm acumulados em Caxias do Sul e mais de 200 mm em poucos dias em cidades como Santa Maria e Soledade. Na época, os impactos foram severos, com prejuízos na agricultura estimados em R$ 3,7 bilhões.

Para 2026, a tendência é que o fenômeno comece a se formar ainda no outono, intensificando-se ao longo do ano e alterando os corredores de umidade, o que favorece a atuação de frentes frias no Sul. Enquanto isso, outras regiões devem enfrentar efeitos opostos: menos chuvas no Norte e calor acima da média no Sudeste e Centro-Oeste, com possibilidade de agravamento de queimadas. Apesar de a repetição de uma tragédia na mesma escala não ser certa, especialistas destacam que o risco é concreto e exige monitoramento constante nos próximos meses.

CVD

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