RS cria gabinete integrado para fortalecer resposta a desastres
Primeira reunião do Giged reuniu governo do Estado, Defesa Civil e representantes de diferentes áreas para organizar ações de prevenção, preparação e resposta a emergências

O governo do Estado realizou, nesta quarta-feira, 3 de junho, no Palácio Piratini, a primeira reunião do Gabinete Integrado de Gerenciamento de Desastres (Giged). O órgão especial permanente de preparação e resposta integra o Sistema Estadual de Proteção e Defesa Civil (Siepdec) e tem como objetivo fortalecer a atuação conjunta em situações de risco e emergência.
O encontro contou com a presença do governador Eduardo Leite e reuniu representantes de diferentes áreas envolvidas na gestão de riscos e desastres. A atuação do Giged será voltada ao planejamento, à operacionalização e à otimização do processo decisório, garantindo o uso eficaz de recursos humanos e materiais em momentos críticos.
Instituído pela Lei Complementar 16.263/2024 e regulamentado pelo Decreto Estadual 58.486/2025, o gabinete integra órgãos estaduais e demais componentes do sistema de proteção e defesa civil.
Durante a reunião, Leite destacou que o Estado vem modernizando seus sistemas de monitoramento, com investimentos em estações, radares e batimetria, além da ampliação de equipes e estruturas de resposta.
“Reforçamos as equipes nas forças de segurança e nas secretarias. A Defesa Civil está quatro vezes maior na comparação com 2024, contando com geólogos, hidrólogos e meteorologistas não só na sede, mas também nas Coordenadorias Regionais”, afirmou o governador.
Leite também ressaltou que a governança prévia é essencial para que a estrutura seja bem aproveitada em situações de emergência. “É preciso que as áreas envolvidas se unam previamente para que, em um momento de necessidade, todos saibam quais serão seus papéis e de que forma devem desempenhá-los. Tempo e capacidade organizacional salvam vidas”, destacou.
A reunião foi conduzida pelo chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil, coronel Luciano Chaves Boeira, responsável pela coordenação do Giged conforme a Política Estadual de Proteção e Defesa Civil (Pepdec).
Boeira lembrou a sequência de eventos extremos registrados em 2023 e 2024 e afirmou que a gestão de desastres exige atuação integrada. “Não se faz gestão de desastres isoladamente: para fins de governança, o Sistema de Defesa Civil funciona com vários atores trabalhando juntos para a gestão da crise”, disse.
Entre os instrumentos previstos pela Pepdec, foram citados a Plataforma Estadual de Gestão Integrada de Riscos e Desastres (Pegird) e o Plano Estadual de Proteção e Defesa Civil, que avançam com base no trabalho colaborativo da gestão integrada.
O coordenador também destacou os planos de contingência municipais. Segundo ele, o Estado recebeu, em março, o último dos 497 planos municipais. Após análise técnica, mais de 80% apresentaram conteúdo de moderado a bom.
Além da Defesa Civil e das forças de resposta, o Giged conta com integrantes de secretarias, órgãos e entidades estaduais ligados à saúde, desenvolvimento social, segurança pública, meio ambiente, logística e transporte, agricultura, educação e comunicação, entre outras áreas. Representantes de órgãos federais, dos poderes Judiciário e Legislativo e de concessionárias de serviços essenciais também poderão ser convidados a participar.
A organização do gabinete seguirá o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), metodologia que padroniza a gestão de emergências e prevê princípios como terminologia comum, organização modular, gestão integrada, comunicação padronizada e uso de recursos com base em planejamento prévio.
O subchefe de Proteção e Defesa Civil, coronel Santiago de Castro, afirmou que a missão do Giged é promover o planejamento integrado e sistêmico para o gerenciamento de emergências e eventos críticos.
Durante o encontro, a equipe da Defesa Civil também apresentou conceitos sobre gestão de riscos e desastres. A diretora do Departamento de Gestão de Riscos (DGR), tenente-coronel Ana Maria Hermes, abordou ferramentas e métodos usados no monitoramento de riscos, incluindo meteorologia, hidrologia e geologia. Já o diretor do Departamento de Gestão de Desastres (DGD), major Felipe Stangherlin, explicou os graus de criticidade adotados pelo Estado.
Na próxima semana, os integrantes do gabinete participarão de uma capacitação sobre gestão integrada de riscos e desastres. A programação também prevê visita técnica à Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina.
Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul / Defesa Civil






