Irã intensifica ataques a instalações de petróleo no Golfo; depósito de combustível pega fogo no Bahrein

Ofensiva atinge infraestrutura energética em vários países e amplia risco ao abastecimento global de petróleo

O Irã lançou nesta quinta-feira (12) uma nova onda de ataques contra instalações petrolíferas e energéticas no Golfo Pérsico, ampliando a escalada da guerra que trava com Estados Unidos e Israel.

Entre os alvos está o Bahrein, que denunciou um ataque iraniano contra depósitos de combustível na região de Al Muharraq, próxima ao aeroporto internacional de Manama. O bombardeio provocou um incêndio de grandes proporções, e autoridades orientaram moradores a permanecer em casa devido à fumaça.

Bombeiros foram mobilizados para conter as chamas, enquanto o governo do Bahrein responsabilizou Teerã pela ofensiva.

Ataques em outros países do Golfo

A escalada também atingiu outros pontos estratégicos da região. Em Omã, depósitos de combustível no porto de Salalah sofreram incêndio após um ataque com drones na quarta-feira, segundo a agência AFP.

Já a Arábia Saudita denunciou um novo ataque com drones contra o campo petrolífero de Shaybah, localizado no leste do país.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter realizado ataques nesta quinta-feira também contra Israel e contra alvos militares dos Estados Unidos em Emirados Árabes Unidos, Iraque e Kuwait.

Ataque a petroleiros deixa morto

Perto da costa do Iraque, um ataque contra dois petroleiros deixou ao menos uma pessoa morta, segundo autoridades portuárias. Equipes de resgate ainda buscam desaparecidos.

Guerra ameaça mercado global de energia

O conflito teve início em 28 de fevereiro, após bombardeios de Estados Unidos e Israel contra o Irã. Desde então, a guerra ganhou dimensão regional e já afeta rotas estratégicas de energia.

O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, foi interrompido em meio aos ataques, aumentando preocupações com o abastecimento global de petróleo e com os preços da energia no mercado internacional.

* Com informações de G1 Notíciais.

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