Após quase dois anos de recursos e embates judiciais, a Justiça espanhola e o Tribunal Europeu de Direitos Humanos autorizaram de forma definitiva a realização de eutanásia para uma jovem de 25 anos, residente em Barcelona. Com a negativa do último pedido de suspensão apresentado pela família, não restaram obstáculos legais, permitindo que o procedimento seja realizado conforme a legislação vigente no país.

A mulher vive com paraplegia irreversível desde 2022, consequência de uma grave lesão na medula ocorrida após um episódio traumático ligado a uma agressão sexual. Desde então, passou a enfrentar dores neuropáticas intensas e limitações permanentes, o que motivou, em 2024, o pedido formal de morte assistida. Avaliações médicas e a Comissão de Garantia e Avaliação da Catalunha concluíram que ela atendia a todos os critérios previstos em lei.

O caso ganhou repercussão após o pai da jovem, apoiado por uma organização religiosa, contestar a decisão e tentar impedir o procedimento por meio de sucessivos recursos. No entanto, o Tribunal Supremo e o Tribunal Constitucional espanhol confirmaram que a oposição familiar não poderia anular a vontade expressa da paciente, entendimento reforçado posteriormente pela instância europeia. Com o esgotamento das alternativas judiciais, o processo foi finalmente liberado.