Uma mulher de 45 anos, identificada como Shannon Wilson, foi descoberta viva nos Estados Unidos após forjar o próprio falecimento para evitar um julgamento por dirigir embriagada ocorrido há quatro anos. Para sustentar a farsa, seus advogados apresentaram ao tribunal um atestado de óbito falso alegando que ela sofria de câncer cerebral em estágio terminal. A trama começou a desmoronar quando a promotoria verificou que nem o centro paliativo, nem a funerária citada nos documentos possuíam registros sobre a morte da ré.

A farsa foi definitivamente desmascarada após a pessoa que pagou a fiança de Wilson ser informada sobre o suposto óbito e recuperar os valores; pouco tempo depois, a própria Shannon apareceu na residência do fiador confessando a simulação. Casos de falsificação de morte para fugir de consequências legais ou financeiras não são isolados no país, com precedentes envolvendo figuras como Anthony Lennon e Marcus Schrenker. A investigação apontou que a documentação fraudulenta foi uma tentativa deliberada de encerrar o processo judicial sem que a acusada enfrentasse as devidas sanções.

Atualmente, Shannon Wilson está detida sob uma fiança de R$ 250 mil enquanto aguarda o julgamento pelas novas acusações de fraude. Apesar das evidências, ela se declara inocente e sua defesa sustenta que a cliente não planejou a ação sozinha, negando o envolvimento direto na criação dos documentos falsos entregues à Corte. O caso seguiu para novas diligências nesta quinta-feira, 30 de abril, visando identificar outros possíveis cúmplices na elaboração do atestado fraudulento.