Banco Central implementa novas regras de segurança para o Pix em todo o país
Medidas incluem bloqueio cautelar de valores por até 72 horas e restrições rigorosas para transações em dispositivos novos
As novas diretrizes de segurança do Pix, estabelecidas pelo Banco Central do Brasil, já estão em pleno vigor para aumentar a proteção contra fraudes e crimes financeiros. Entre as principais mudanças está o bloqueio cautelar, que permite às instituições financeiras reterem transferências por até 72 horas caso identifiquem indícios de irregularidade. O mecanismo foi anunciado neste sábado, 25 de abril, como uma ferramenta preventiva que dá tempo para a análise técnica de operações suspeitas antes que o recurso seja pulverizado entre contas.
Outro ponto central da atualização afeta diretamente o uso do serviço em aparelhos celulares novos ou dispositivos não cadastrados previamente. Nessas situações, os limites de transferência são drasticamente reduzidos para R$ 200 por operação e R$ 1.000 no total diário até que a validação completa do titular seja concluída. A regra impacta clientes de grandes bancos como Nubank, Itaú e Caixa, visando impedir que criminosos utilizem dispositivos de terceiros para movimentar grandes quantias rapidamente.
As restrições de horário também seguem como pilar da estratégia de segurança nacional. No período noturno, compreendido entre as 20h e 6h, o limite padrão de R$ 1.000 permanece ativo para contas de pessoas físicas, com o objetivo de inibir crimes como sequestros-relâmpago e extorsões. O Banco Central reforça que, embora os usuários possam solicitar ajustes nos limites, as instituições financeiras aplicarão critérios rigorosos de verificação para autorizar qualquer alteração.
