EUA criticam o Pix e alegam desvantagem para empresas americanas
Governo Trump classifica sistema brasileiro como prática desleal e monitora avanço tecnológico do país
O governo dos Estados Unidos, sob a gestão de Donald Trump, renovou críticas severas ao sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, o Pix. Em relatório anual divulgado na quarta-feira, 1º de abril, a Casa Branca afirmou que a ferramenta cria uma desvantagem competitiva para gigantes do setor, como Visa e Mastercard. O Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) argumenta que o modelo brasileiro favorece serviços públicos em detrimento de empresas estrangeiras, monitorando o avanço tecnológico do Brasil como um risco comercial desde julho de 2025.
Além das preocupações financeiras, o Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026 aponta críticas à extração ilegal de madeira e ouro no Brasil. Segundo o documento, a falta de fiscalização rigorosa permite que 28% do metal extraído no país seja de origem ilícita, o que geraria uma competição desigual para companhias americanas que seguem normas ambientais rígidas. O governo americano também manifestou apreensão com o PL dos Mercados Digitais, alegando que a nova regulamentação brasileira pode atingir desproporcionalmente as empresas de tecnologia dos EUA.
O documento detalha ainda barreiras no setor de satélites, apontando que operadoras estrangeiras enfrentam taxas mais altas e menor segurança jurídica que concorrentes locais. Para Washington, a obrigatoriedade de adesão ao Pix para instituições com mais de 500 mil contas é uma medida que distorce o mercado financeiro. A ofensiva diplomática reforça a postura protecionista da administração Trump em relação aos interesses econômicos de fornecedores americanos em solo brasileiro.
