A Justiça determinou a condenação de um médico ginecologista, de 72 anos, a 26 anos e 10 meses de prisão em regime inicial fechado por crimes cometidos contra sete pacientes em um consultório localizado em Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul. Os fatos ocorreram ao longo de aproximadamente dez anos, entre 2011 e 2021, período em que as vítimas buscaram atendimento acreditando estar realizando procedimentos médicos de rotina. Após a sentença, o réu foi preso preventivamente e encaminhado ao sistema prisional.

De acordo com a decisão judicial, o profissional teria se aproveitado da relação de confiança estabelecida durante as consultas para induzir as pacientes a erro. O magistrado ressaltou que as provas indicam que as condutas relatadas não correspondiam a práticas médicas legítimas e tinham finalidade inadequada, caracterizando fraude associada ao exercício da profissão e à autoridade exercida no ambiente clínico.

Além da condenação já definida, o médico ainda responde a outras duas ações penais por acusações semelhantes, que continuam em tramitação na Justiça. A defesa informou que pretende adotar as medidas legais cabíveis para tentar reverter a decisão e questionar a determinação de prisão imediata após a sentença.