Polícia Civil realiza operação contra grupo suspeito de aplicar golpes em idosos e prender cinco pessoas em Porto Alegre
Operação Fantoccio cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão e investiga esquema que pode ter prejudicado cerca de 400 vítimas
A Polícia Civil deflagrou, na manhã de quarta-feira, 8 de abril, a Operação Fantoccio, com o objetivo de combater crimes de estelionato e associação criminosa contra idosos. A ação foi coordenada pela delegada Ana Caruso, titular da Delegacia de Polícia de Proteção ao Idoso (DPPI), vinculada ao Departamento Estadual de Proteção a Grupos Vulneráveis (DPGV).
Durante a operação, foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 19 mandados de busca e apreensão em Porto Alegre, com a finalidade de identificar os envolvidos e reforçar a materialidade dos crimes por meio da coleta de celulares, documentos e outros itens de interesse investigativo.
Ao todo, cinco pessoas foram presas, e foram apreendidos aparelhos celulares e documentos que devem auxiliar no andamento das investigações.
De acordo com a Polícia Civil, o grupo criminoso entrava em contato com as vítimas oferecendo supostas renegociações de dívidas, mas utilizava imagens e documentos dos idosos para abrir contas bancárias, contrair empréstimos e realizar compras sem autorização.
As apurações também indicam que, em alguns casos, os suspeitos utilizavam substâncias para incapacitar as vítimas, prática identificada em conversas extraídas de aplicativos de mensagens obtidas durante a primeira fase da investigação. Utilizando identidades falsas, os investigados prometiam vantagens financeiras, fazendo com que os idosos só percebessem o golpe posteriormente, ao constatarem novas dívidas ou o desvio de benefícios previdenciários.
Até o momento, cerca de 19 vítimas formalizaram ocorrência junto à DPPI, porém, conforme a documentação apreendida, estima-se que pelo menos 400 idosos possam ter sido lesados pelo grupo.
As investigações também apontam episódios de violência e intimidação. Um idoso teria sido agredido após procurar a Polícia Civil, enquanto outras vítimas relataram ameaças em suas próprias residências, com o objetivo de impedir denúncias contra a organização criminosa.
