O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estabeleceu um prazo de 48 horas para que o Irã libere totalmente a navegação no Estreito de Ormuz. Em declaração publicada neste sábado, 4 de abril, o líder americano afirmou que, caso o prazo não seja cumprido, “o inferno se abata sobre eles”, sinalizando uma iminente escalada militar na região. A ameaça ocorre em um momento de extrema tensão, após o Irã autorizar apenas a passagem controlada de navios com ajuda humanitária e de nações consideradas amigáveis, como Índia e França.

No cenário diplomático, a ONU adiou para a próxima semana a reunião do Conselho de Segurança que discutiria a autorização do uso da força para proteger o comércio marítimo. O adiamento foi motivado pela resistência de países com poder de veto, como a China, que atribui a responsabilidade pelo fechamento da rota aos Estados Unidos e a Israel. Enquanto o impasse persiste, a agência estatal iraniana Tasmin reforça que o trânsito permanece restrito devido aos recentes ataques sofridos em Teerã.

O ultimato de Trump ignora os prazos anteriores de negociação e aumenta a pressão sobre o regime iraniano em meio à Guerra no Oriente Médio. Paralelamente aos conflitos em terra, a disputa pelo controle de Ormuz — por onde escoa grande parte do petróleo mundial — coloca a economia global em alerta. Se a resolução das Nações Unidas for aprovada nos próximos dias, será o primeiro aval oficial da organização para o uso de força militar direta no atual conflito.