O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) teve sua classificação internacional de longo prazo mantida em BB, com perspectiva estável, pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. A nota é a mesma atribuída às obrigações da União em moeda estrangeira, mantendo o alinhamento da avaliação ao risco soberano brasileiro.

A agência também manteve o rating nacional de longo prazo do BRDE em AAA(bra) e o rating nacional de curto prazo em F1+(bra), considerados os níveis mais altos nas respectivas escalas nacionais.

Na prática, a manutenção do rating indica que a Fitch avalia o BRDE como uma instituição estável, com papel relevante no financiamento ao desenvolvimento regional e forte vínculo com seus Estados controladores: Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. A perspectiva estável aponta que não há previsão imediata de alteração na nota do banco.

A reafirmação ocorre em um momento de expansão da carteira de crédito da instituição, que atualmente gira em torno de R$ 25 bilhões, com crescimento de cerca de 12% em um ano. O desempenho reflete a atuação do BRDE em áreas estratégicas para a economia regional, como agronegócio, indústria, comércio, serviços, infraestrutura, inovação, sustentabilidade e apoio aos municípios.

O diretor de Planejamento do BRDE, Leonardo Busatto, destacou que o crescimento consolidado do banco reforça sua importância estratégica para toda a região Sul. Segundo ele, além da oferta de crédito, a instituição mantém parcerias com diferentes setores, alinhadas aos planos de desenvolvimento dos governos locais.

No relatório, a Fitch ressalta o apoio do BRDE a projetos que exigem prazos mais longos e condições adequadas para viabilização, especialmente em áreas como infraestrutura urbana, modernização empresarial, inovação, sustentabilidade e resiliência climática.

Criado em 1961, o BRDE atua como banco de fomento nos três Estados da região Sul e também no Mato Grosso do Sul, unidade que integra o Conselho de Desenvolvimento e Integração Sul (Codesul). A avaliação da agência é sustentada principalmente pelo apoio dos Estados controladores e pela importância do banco como instrumento público de financiamento de longo prazo.

Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul.