O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, na noite de terça-feira, 05 de maio, a suspensão do mandato do deputado Marcel Van Hattem (NOVO-RS) por um período de 60 dias. A decisão, tomada por 13 votos a 4, baseou-se na ocupação da Mesa Diretora da Câmara ocorrida em agosto de 2025, durante um protesto que pedia anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro e criticava a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Além do parlamentar gaúcho, os deputados Zé Trovão (PL-SC) e Marcos Pollon (PL-MS) também receberam a mesma sanção temporária após uma reunião que se estendeu por mais de nove horas.

“Eu prefiro perder com honra, do que ganhar com indignidade e por isso continuo lutando pelo meu Brasil”. Esta foi a fala do deputado federal. Van Hattem classificou a punição como uma “perseguição política” e afirmou que sua conduta foi pacífica, argumentando que a suspensão não encontra respaldo em precedentes da Casa. O deputado destacou que a medida faz parte de um cenário de cerceamento e censura contra parlamentares de direita. Em sua defesa, ele ressaltou que prefere a perda do mandato com dignidade a ganhar com indignidade, mantendo o posicionamento crítico em relação às ações do governo e do Poder Judiciário.

A suspensão ainda não é imediata, pois a defesa do parlamentar trabalha para reverter a decisão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, no plenário da Câmara. Os advogados buscam demonstrar irregularidades no processo e a ausência de provas de conduta inadequada, contando com o apoio de mais de 120 parlamentares da oposição. Caso o afastamento seja confirmado, Van Hattem ficará impedido de exercer atividades legislativas e receber subsídios, sendo temporariamente substituído por seu suplente.