Moraes vota para tornar réus acusados de obstrução no caso Marielle
Ministro do STF votou nesta sexta-feira, 15 de maio, pela abertura de ação penal contra três acusados de atrapalhar as investigações sobre os assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira, 15 de maio, para tornar réus três acusados de atrapalhar as investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, ocorridos em 2018, no Rio de Janeiro.
O voto foi proferido no julgamento virtual da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, o delegado Giniton Lages e o comissário de polícia Marco Antonio de Barros.
De acordo com a PGR, os acusados teriam cometido atos para desaparecer com provas, incriminar pessoas inocentes, usar testemunhas falsas e realizar diligências desnecessárias para “garantir a impunidade” dos mandantes e executores do assassinato.
No voto, Moraes, relator do caso, defendeu a abertura de ação penal contra os denunciados. “Há indícios mínimos de autoria e materialidade de que Rivaldo Barbosa, em conluio com Giniton Lages e Marco Antônio de Barros, obstruíram, mediante ação e omissão imprópria, as investigações correlatas aos referidos homicídios”, afirmou.
Em fevereiro deste ano, os irmãos Brazão, acusados de serem os mandantes, Rivaldo Barbosa e outros acusados foram condenados pelo assassinato da vereadora.
A votação virtual ocorre na Primeira Turma do STF e ficará aberta até sexta-feira, 22 de maio.
Antes do julgamento, a defesa de Rivaldo pediu a rejeição da denúncia por falta de provas e alegou que o ex-chefe da Polícia Civil foi acusado com base em inferências. Os advogados de Giniton afirmaram que ele não tem foro privilegiado e não poderia ser julgado pelo Supremo. Já a defesa de Marco Antonio de Barros sustentou que nenhum elemento de prova foi produzido e que o trabalho policial resultou na prisão de Ronnie Lessa, delator e executor do crime.
Fonte: Agência Brasil
