NOAA eleva probabilidade de El Niño para quase 100% até o fim de 2026
Novo boletim da agência norte-americana alerta para a formação de um fenômeno de intensidade forte a muito forte
A agência de clima dos Estados Unidos (NOAA) divulgou nesta quinta-feira, 14 de maio, uma atualização que coloca o mundo em alerta para a consolidação iminente do El Niño. Segundo o novo monitoramento, a probabilidade do fenômeno se manifestar sobe para 80% já no trimestre maio-junho-julho, atingindo quase 100% de chance no segundo semestre de 2026. Os dados indicam que o episódio deve alcançar intensidade de “Super El Niño”, com um aquecimento robusto das águas do Oceano Pacífico Equatorial.
Pela primeira vez, a agência utiliza o método RONI (Relative Oceanic Niño Index), uma métrica que busca isolar o sinal do fenômeno natural em relação ao aquecimento global dos oceanos. Mesmo com o critério mais rigoroso, a transição é considerada acelerada, apoiada pela presença de grandes volumes de água quente abaixo da superfície oceânica. O cenário praticamente descarta a neutralidade climática ou o retorno do La Niña até o final do ano, com chances de estabilidade variando entre apenas 2% e 4%.
Os impactos climáticos devem ser severos na América do Sul, especialmente na primavera e no verão. No Sul do Brasil, Argentina e Uruguai, o fenômeno historicamente eleva o risco de chuvas excessivas, enchentes e tempestades frequentes. Em contraste, as regiões Norte e Nordeste do Brasil devem enfrentar calor intenso, redução nos índices pluviométricos e maior risco de queimadas. Especialistas alertam que o período exige planejamento governamental para lidar com a alta probabilidade de desastres naturais associados ao excesso de umidade no Sul.
