A Polícia Civil do Rio Grande do Sul participou do exercício simulado de movimento de massa realizado em Bento Gonçalves, na quarta-feira, 6 de maio, consolidando sua atuação estratégica na resposta a desastres extremos.

Além das funções tradicionais de polícia judiciária, a instituição destacou a participação do Gabinete de Inteligência Estratégica (GIE), que atuou como ponto focal dentro do Gabinete Integrado de Gestão de Desastres (GIGED).

No cenário de crise instalado no bairro Zatt, a Polícia Civil manteve representação permanente por meio de um delegado de polícia no gabinete de crise, com capacidade de gerenciamento sobre o efetivo e os recursos aplicados.

O GIGED operou sob o Sistema de Comando de Incidentes (SCI), contando com suporte da Polícia Civil para a articulação entre instituições e a tomada de decisões baseada em dados técnicos.

Durante o simulado, o GIE atuou como centro de informações, garantindo que os dados sobre desaparecidos, localizados e óbitos fossem atualizados em tempo real para o comando unificado. A integração permitiu que as diligências de identificação e confirmação de desaparecimentos ocorressem de forma coordenada com o Instituto-Geral de Perícias (IGP) e demais forças ligadas à segurança, salvamento e perícia.

A Polícia Civil também prestou suporte operacional direto, com o emprego de helicóptero para reconhecimento da zona quente e apoio logístico.

Um dos principais diferenciais técnicos da atuação foi o uso do Sistema Acolhida, desenvolvido pelo GIE. A plataforma permite a gestão centralizada de abrigos por meio de painéis dinâmicos, com controle da ocupação, identificação de acolhidos e organização das estruturas de atendimento.

O sistema oferece uma visão geoespacial e logística detalhada, permitindo o monitoramento da taxa de ocupação dos abrigos, a busca individual por nome, CPF ou RG e a consolidação de dados por município e unidade de acolhimento.

Durante o exercício, também foi testada a funcionalidade de cruzamento de dados com o Banco Nacional de Monitoramento de Prisões (BNMP). A ferramenta permite a emissão de alerta automático caso uma pessoa cadastrada em abrigo possua mandado de prisão ativo.

Segundo a Polícia Civil, a participação no simulado demonstrou a importância da integração entre tecnologia de inteligência e resposta operacional para a preservação de vidas e a manutenção da ordem pública em situações de calamidade.

Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul.