A Polícia Penal do Rio Grande do Sul participa da 11ª fase da Operação Mute, iniciada nesta semana em todo o país. A ação é coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e tem como objetivo retirar celulares e outros itens ilícitos das unidades prisionais.

A ofensiva também busca enfraquecer a atuação de organizações criminosas dentro e fora dos presídios, interrompendo comunicações ilícitas que podem influenciar a prática de crimes nas ruas.

Presente em todas as fases da operação, o Rio Grande do Sul atua de forma integrada com o órgão federal responsável pelo sistema prisional. A nova etapa teve início na segunda-feira, 18 de maio, e ocorre ao longo da semana em todas as unidades federativas.

A operação prioriza unidades prisionais com atuação identificada de organizações criminosas, a partir de critérios estratégicos e de inteligência definidos pelas forças de segurança pública.

No Rio Grande do Sul, duas unidades já passaram por revistas nesta semana. Na segunda-feira, 18 de maio, a ação ocorreu na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro. Na terça-feira, 19 de maio, foi a vez da Penitenciária Modulada Estadual de Charqueadas.

Na prática, a Operação Mute realiza revistas estratégicas com apoio de tecnologias de inteligência e protocolos operacionais especializados. O foco é identificar e retirar aparelhos celulares e demais materiais ilícitos do interior dos presídios.

Desde o início da operação, em 2023, as dez fases anteriores resultaram na retirada de 7.966 aparelhos celulares de unidades prisionais em todo o país. Mais de 38 mil policiais penais participaram das ações, e mais de 37 mil celas foram revistadas.

As ações integram a estratégia nacional de fortalecimento do sistema prisional brasileiro, com foco no aumento do controle estatal sobre as unidades e na redução da influência de organizações criminosas.

Fonte: Governo do Estado do Rio Grande do Sul