Produtores rurais vítimas de furto de gado passam a ser alvo de novo golpe no RS
Criminosos se passam por integrantes de quadrilhas e exigem dinheiro para supostamente devolver animais furtados; Polícia Civil orienta que produtores não façam pagamentos
Produtores rurais do Rio Grande do Sul estão sendo alvo de um novo golpe após sofrerem furto ou roubo de gado. Além do prejuízo causado pela ação de quadrilhas especializadas, pecuaristas passaram a ser procurados por estelionatários que se apresentam como integrantes dos grupos criminosos e exigem dinheiro para a suposta devolução dos animais.
Uma das vítimas é um produtor rural da região Central do Estado, que teve 40 cabeças de gado furtadas em maio deste ano. Dias após o crime, ele recebeu contato de homens que afirmavam ser os autores da ação.
Segundo o produtor, os golpistas disseram que não conseguiriam revender os animais porque o caso havia ganhado divulgação, o que poderia expor a quadrilha. A partir desse argumento, os criminosos passaram a negociar a suposta devolução do rebanho.
Inicialmente, os estelionatários exigiram R$ 10 mil para indicar o local onde os animais estariam. Após sucessivas conversas, o pecuarista acabou transferindo R$ 6 mil, acreditando que recuperaria o lote. No entanto, os criminosos desapareceram e nenhum animal foi devolvido.
“Me tornei vítima duas vezes, além do roubo, levei mais esse golpe”, relatou o produtor.
O diretor da Divisão de Repressão aos Crimes Rurais da Polícia Civil, Heleno dos Santos, afirmou que o golpe também tem sido aplicado em casos de furtos de máquinas agrícolas. Ele alerta que os produtores não devem negociar com pessoas que se apresentem como autores dos crimes.
“A orientação é jamais realizar qualquer pagamento para supostos criminosos em troca da devolução dos animais. O produtor deve interromper imediatamente o contato, guardar todas as mensagens, áudios, números de telefone e comprovantes de eventuais transferências e comunicar o fato à Polícia Civil”, afirmou o diretor.
Ainda conforme Heleno dos Santos, esse tipo de negociação não garante a recuperação do rebanho e fortalece a atuação de organizações criminosas especializadas nesse tipo de golpe.







