RS amplia força-tarefa contra greening após primeiro foco da doença

Mais de 500 imóveis foram vistoriados em Palmitinho, onde equipes tentam impedir a disseminação da bactéria que ameaça plantas cítricas

A confirmação do primeiro foco de greening no Rio Grande do Sul mobilizou uma operação emergencial em Palmitinho, no Médio Alto Uruguai. Desde 8 de junho, equipes da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já vistoriaram 522 imóveis e eliminaram 201 plantas cítricas como parte das medidas de contenção.

O trabalho segue os protocolos do Programa Nacional de Prevenção e Controle do Huanglongbing (PNCHLB) e mira principalmente o psilídeo Diaphorina citri, inseto responsável por transmitir a bactéria associada à doença. Segundo a Seapi, a fiscalização no raio de 500 metros ao redor do foco já foi concluída, enquanto o monitoramento em uma área de 2,4 quilômetros está em fase final. A vigilância ainda poderá ser ampliada para municípios próximos, caso seja necessário.

O panorama das ações foi apresentado nesta quinta-feira (18) pelo diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti, durante reunião na Assembleia Legislativa. Ele explicou que a presença de muitas plantas cítricas em pátios de residências levou à ampliação da vistoria na área urbana, com novas prospecções previstas também na zona rural. O Mapa afirmou que a situação está sob controle e que não há motivo para alarmismo. Sem cura, o greening pode reduzir a produtividade, prejudicar a qualidade dos frutos e levar as plantas à morte, o que torna a identificação rápida dos focos essencial para proteger a citricultura gaúcha.

Regina Coeli

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