Trump indica eleição no Brasil como teste para estratégia dos EUA na América Latina
Publicação compartilhada pelo presidente norte-americano cita o Brasil como um dos principais desafios de Washington na região e menciona nova leitura da Doutrina Monroe

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicou que as eleições presidenciais no Brasil representam um “grande teste” para a estratégia de Washington de manter a proeminência na América Latina. A avaliação aparece em artigo do colunista John Gizzi, do veículo conservador pró-Trump Newsmax, compartilhado por Trump em rede social.
O texto, publicado sob o título “Trump conquista 8 vitórias em 7 anos na América Latina”, cita a eleição do candidato de extrema-direita Abelardo de la Espriella, na Colômbia, como mais uma vitória política associada ao alinhamento ideológico pró-Trump no Hemisfério Ocidental.
No artigo, o colunista também menciona eleições de 2026 no Peru, em Honduras, na Bolívia e no Chile, além de pleitos anteriores em El Salvador, Argentina e Equador, como parte de um movimento de fortalecimento da direita na América Latina.
Apesar disso, o texto compartilhado por Trump aponta que o governo republicano ainda teria quatro grandes desafios na região: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. Segundo o artigo, o Brasil seria o “próximo grande teste” para a influência norte-americana no continente.
“As atenções agora se voltam para o Brasil, a maior nação da América Latina e a potência política da região. A próxima eleição presidencial poderá se tornar a disputa mais importante do hemisfério”, afirma o texto citado pela Agência Brasil.
A publicação também menciona que apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro estariam se articulando em torno de Flávio Bolsonaro na tentativa de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificado pelo artigo como um líder de esquerda.
A reportagem da Agência Brasil destaca ainda que o governo dos Estados Unidos publicou, em dezembro de 2025, um documento no qual afirma que aplicará um “Corolário Trump” à Doutrina Monroe, política formulada no século 19 que ampliou a influência norte-americana no continente.
Criada em 1823, a Doutrina Monroe defendia o princípio de que a “América é para os americanos” e foi usada, à época, para desafiar a influência econômica, militar e cultural de potências europeias na América Latina.
Sob o segundo mandato de Trump, o documento norte-americano afirma que os Estados Unidos pretendem “restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental”, além de ampliar o acesso a locais considerados estratégicos e reduzir a presença de empresas estrangeiras na infraestrutura da região.
Fonte: Agência Brasil.





