A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro comunicou ao Supremo Tribunal Federal que uma espingarda registrada em seu acervo permanece em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. A manifestação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes após o Exército entregar à Polícia Federal seis armas vinculadas ao Certificado de Registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador do ex-mandatário.

O ponto esclarecido pelos advogados envolve uma espingarda Maestro Arms Company calibre 12, que, segundo a defesa, foi recebida como presente e nunca chegou a ficar sob posse direta de Bolsonaro. O armamento estaria guardado desde a aquisição em uma empresa localizada em Caxias do Sul. A obrigação de recolher o acervo havia sido determinada pelo STF, com destino à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Apesar da explicação sobre a espingarda, outra arma citada na lista ainda não teve localização informada: uma pistola Glock calibre 9 mm. A defesa não apresentou detalhes sobre o paradeiro desse item. Agora, o Supremo deve avaliar a justificativa e poderá adotar novas medidas, incluindo notificações ou ordens para que a empresa caxiense entregue o material às autoridades federais.