A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro enviou nesta terça-feira, 7 de julho, esclarecimentos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito de duas armas de fogo que não haviam sido localizadas pelo Exército. A manifestação ocorreu após o Batalhão de Polícia do Exército informar que entregou seis das oito armas registradas do político à Polícia Federal, relatando a ausência de uma pistola Glock e de uma espingarda.

De acordo com os advogados, a espingarda está em uma empresa importadora de materiais bélicos em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul, tratando-se de um presente recebido que nunca foi retirado do estabelecimento. Já a pistola Glock encontra-se acautelada na Polícia Civil do Distrito Federal, após ter sido apreendida anteriormente com um dos seguranças particulares do ex-presidente.

A entrega dos armamentos foi ordenada pelo ministro na última sexta-feira, 3 de julho, junto com a suspensão do porte de armas do ex-presidente, sob o entendimento de que a posse dos itens é incompatível com o regime de prisão domiciliar. Bolsonaro cumpre a pena desde o ano passado, quando foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo que investigou uma trama golpista.