A defesa da mãe do menino de 3 anos que morreu em Viamão, no Rio Grande do Sul, afirma que ela vivia sob controle do marido. Segundo os advogados, a mulher teria sido pressionada a assumir a responsabilidade por agressões cometidas contra os filhos e impedida de relatar a situação a outras pessoas.

A Polícia Civil investiga se a mãe também era vítima de violência física e psicológica. A defesa sustenta ainda que o marido teria restringido o contato dela com familiares que vivem nos Estados Unidos, dificultando pedidos de ajuda. Antes da prisão preventiva da mulher por suspeita de omissão, chegou a ser solicitada uma medida protetiva em favor dela.

Para esclarecer a participação da mãe no caso, os irmãos da vítima serão submetidos a avaliações psicológicas. A investigação busca determinar se ela deixou de agir diante das agressões ou se teve participação direta nos episódios apurados. Os demais filhos do casal foram encaminhados para acolhimento institucional por determinação do Conselho Tutelar.

A família estava no Brasil havia cerca de nove anos e, conforme a Polícia Civil, enfrentava situação de vulnerabilidade em Viamão, recebendo ajuda e doações ligadas à comunidade religiosa. Onze pessoas já foram ouvidas, e a expectativa é de que o inquérito seja concluído em agosto. Como os pais estão presos, a Justiça determinou que a prefeitura assumisse as providências necessárias para a liberação e o sepultamento do corpo da criança.