Dois empresários de Ivoti foram indiciados pela Polícia Civil por suspeita de armazenar material de abuso e exploração sexual infantil. Um deles também responderá por suposto compartilhamento dos arquivos. O inquérito foi concluído e encaminhado ao Judiciário na terça-feira (7), sem divulgação dos nomes dos investigados.

A apuração durou cerca de três meses e envolveu monitoramento contínuo realizado pelo setor de inteligência. Segundo a polícia, os suspeitos utilizariam redes compartilhadas para baixar arquivos de forma recorrente. Na operação, deflagrada em 26 de junho, foram recolhidos computadores, celulares, notebooks, pendrives e discos rígidos, reunindo mais de 100 terabytes de conteúdo.

Os dois homens chegaram a ser presos durante a ação, mas receberam liberdade provisória no dia seguinte, após audiência de custódia em Porto Alegre. Conforme o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, a decisão considerou a ausência de pedido de prisão preventiva, além do fato de ambos não terem antecedentes criminais e possuírem endereço e trabalho fixos.