Um escrivão da Polícia Civil de 30 anos foi preso preventivamente no Vale dos Sinos por suspeita de participar de um esquema de tráfico de drogas, desviar cocaína apreendida e torturar um informante.

Segundo a investigação, o servidor teria usado a função pública e o acesso a procedimentos policiais para retirar entorpecentes de apreensões. A apuração busca esclarecer a quantidade desviada, o destino da droga e a participação de outras pessoas.

O policial também é acusado de envolvimento em agressões contra um homem ligado a outro servidor da corporação. O episódio é tratado pelas autoridades como possível crime de tortura, além de outras infrações penais.

A prisão preventiva foi decretada para preservar a investigação, evitar interferência na produção de provas e impedir a repetição das condutas apontadas. A medida não equivale a condenação.

A Corregedoria da Polícia Civil acompanha o caso e poderá instaurar ou ampliar procedimentos administrativos. Além da investigação criminal, o servidor pode responder disciplinarmente dentro da instituição.

A defesa terá direito a acessar os autos, contestar as acusações e apresentar provas. Outros envolvidos eventualmente identificados também deverão ser investigados individualmente.

Fonte: Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Justiça estadual e ABC+.