Governo do Estado assina contratos e inicia nova etapa de estudos batimétricos no RS para ampliar prevenção a enchentes
Investimento de 7,8 milhões de reais impulsiona mapeamento de rios e lagoas estratégicos para a prevenção de eventos extremos e melhoria da gestão de recursos hídricos
O governo do Estado assinou, nesta quarta-feira, quarta-feira, 01 de julho, os contratos e as autorizações para o início dos trabalhos de campo de três novos blocos de estudos batimétricos em rios e lagoas do Rio Grande do Sul. A formalização ocorreu em Imbé, com a participação do governador Eduardo Leite, marcando a continuidade de uma ação integrada para prevenção a enchentes, gestão de recursos hídricos e avaliação de futuras intervenções de desassoreamento.
Com investimento total de R$ 7,8 milhões provenientes do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs), os novos estudos integram as ações do Plano Rio Grande, voltado à reconstrução, adaptação e fortalecimento da resiliência climática frente a eventos hidrológicos extremos. A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura ressaltou a importância da batimetria para transformar dados em decisões que protejam pessoas e territórios.
As contratações envolveram três blocos: Planície Costeira – Tramandaí (Norte), Planície Costeira – Tramandaí (Sul) e Montante Jacuí, cobrindo bacias como Tramandaí, Alto Jacuí, Pardo, Vacacaí e Guaíba. As empresas responsáveis iniciam os levantamentos, que permitirão modelagens hidrodinâmicas para avaliar intervenções como dragagem e desassoreamento.
Segundo a Sema, os dados consolidarão planos de contingência, ampliarão o acesso a informações por pesquisadores e municípios via Portal da Infraestrutura Estadual de Dados Espaciais (Iede) e embasarão decisões da Defesa Civil. Em março de 2026, foram apresentados resultados parciais de quatro regiões prioritárias, sem alterações significativas em relação aos dados pré-enchentes de 2024.
A batimetria mapeia o relevo submerso de rios e lagoas usando ecobatímetros, GNSS e drones com sensores a laser, gerando modelos digitais para simulações hidrológicas e planejamento de medidas de mitigação de enchentes.
Texto: Tamires Tuliszewski/Ascom Sema
Edição: Secom
Fonte: Governo do Rio Grande do Sul
