Tatuador é preso em Santa Catarina durante investigação por suspeita de estupro em Torres
Relatos divulgados nas redes sociais levaram outras mulheres a procurar as autoridades; Ministério Público já apresentou três denúncias relacionadas a crimes contra mulheres.
Um tatuador, corretor de imóveis e músico de 47 anos, morador de Torres, foi preso preventivamente nesta quinta-feira (30), em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil do Rio Grande do Sul, ele foi localizado em um apartamento alugado por aplicativo e não resistiu à prisão. O investigado é alvo de um inquérito por suspeita de estupro contra uma ex-companheira, enquanto a polícia reúne provas e ouve outras mulheres que procuraram as autoridades.
A repercussão aumentou depois que uma professora relatou nas redes sociais episódios de violência doméstica vividos durante um relacionamento. A publicação motivou a criação de uma página que passou a concentrar depoimentos de outras mulheres. Conforme o Ministério Público, os relatos envolvem agressões físicas, humilhações, perseguição, violência psicológica e violência sexual. Um levantamento inicial aponta mais de 20 possíveis vítimas, e a Polícia Civil registra 19 ocorrências nas quais o homem aparece como suspeito nos últimos dois anos, em cidades como Torres, Novo Hamburgo, Sapucaia do Sul e Cachoeirinha.
O Ministério Público já apresentou três denúncias contra o investigado, relacionadas a ameaças, danos, violência psicológica, perseguição e descumprimento de medidas protetivas. As ações ainda aguardam análise judicial e tramitam sob segredo de justiça. Nas redes sociais, o homem afirmou que parte das informações divulgadas seria distorcida ou retirada de contexto e também registrou ocorrência por calúnia contra as mulheres. Uma tentativa de retirar a página do ar foi rejeitada pela Justiça, enquanto as investigações continuam sob acompanhamento das autoridades.
