Um homem de 23 anos foi condenado nesta terça-feira (11) a 32 anos de prisão pelo feminicídio de Cintia Mara Rodrigues Seixas, de 21 anos, em Marau, no norte do Rio Grande do Sul. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

Gabriel dos Santos Formagini foi julgado pelo Tribunal do Júri. Ele e Cintia mantinham um relacionamento e, segundo o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), havia histórico de conflitos entre o casal.

O crime ocorreu em março de 2025, na noite em que a jovem estava voltando a morar com o então namorado. Conforme a denúncia, Cintia foi agredida e posteriormente atacada com uma faca. O Conselho de Sentença reconheceu o feminicídio, além das circunstâncias de meio cruel e utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima.

Durante o julgamento, a defesa buscou afastar a classificação de feminicídio e sustentar que o caso deveria ser considerado homicídio simples. Também argumentou que o réu teria agido após uma suposta provocação da vítima. As teses não foram acolhidas pelos jurados.

— A defesa pretendia dizer que não foi um feminicídio, mas um homicídio simples, que a Cintia não foi morta por uma condição de ser mulher em situação de violência doméstica e familiar. Queria também dizer que o réu teria agido mediante injusta provocação dela — afirmou o promotor de Justiça Bruno Bonamente.

Relembre o caso

Cintia foi dada como desaparecida em 14 de março de 2025, quando familiares procuraram a Polícia Civil. Posteriormente, o corpo da jovem foi encontrado em uma área de matagal na Linha 25, no interior de Marau.

Na época da investigação, Gabriel confessou o crime. Além da acusação de feminicídio, ele respondia por ocultação de cadáver, mas foi absolvido dessa imputação no julgamento desta terça-feira.