Uma operação realizada nesta quarta-feira (19) busca desarticular um grupo investigado por produzir armas de fogo com impressoras 3D para uma facção criminosa do Vale do Sinos. A ofensiva cumpre 20 mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão em cidades como Canoas, Portão, Eldorado do Sul, Montenegro, Triunfo e São Leopoldo. Até a atualização das informações, 13 prisões preventivas e duas prisões em flagrante já haviam sido realizadas.

A investigação começou após a descoberta, em novembro do ano passado, de uma fábrica clandestina instalada em uma residência de Canoas. No local, impressoras 3D eram utilizadas para produzir partes plásticas de armamentos, posteriormente combinadas com componentes metálicos, como canos, molas e mecanismos de disparo. Também eram fabricados carregadores, e o grupo teria planos de montar uma segunda estrutura em Novo Hamburgo. Segundo a Polícia Civil, os equipamentos permitiam produzir armas sem número de série ou registro oficial, dificultando a identificação da origem e o rastreamento do material.

Os investigados são apontados como responsáveis por diferentes etapas do esquema, desde a compra de equipamentos e insumos até a montagem, testes, transporte e comercialização das armas. A polícia já havia identificado anteriormente o uso dessa tecnologia pela mesma organização criminosa, inclusive com apreensões de impressoras, carregadores e acessórios produzidos em plástico. Para as autoridades, a circulação dessas chamadas “armas fantasmas” amplia o desafio da segurança pública, pois impede que o armamento seja facilmente relacionado a crimes, desvios ou redes de tráfico ilegal.