Paolla Oliveira denuncia deepfakes e cobra reação mais firme contra fraudes com IA
Atriz relata uso criminoso de sua imagem em conteúdo sexual falso e alerta que a legislação avança mais lentamente do que a tecnologia
Paolla Oliveira revelou ter recebido um vídeo pornográfico falso produzido com seu rosto, experiência que descreveu como assustadora e fora de controle. Em entrevista exibida no domingo, 2 de agosto, a atriz criticou ferramentas de inteligência artificial capazes de manipular fotografias e colocar mulheres em situações constrangedoras ou de caráter sexual. Ela já havia recorrido às redes sociais para denunciar a criação de deepfakes envolvendo sua imagem.
Um levantamento do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da UFRJ encontrou 198 anúncios fraudulentos com a imagem da artista durante aproximadamente três meses de monitoramento. Desse total, 191 direcionavam usuários para grupos em aplicativos de mensagens, onde centenas de conteúdos pornográficos falsificados eram oferecidos. Segundo o laboratório, os responsáveis lucram com a venda do material, enquanto as próprias plataformas também podem ser remuneradas pela distribuição dos anúncios.
Desde 2025, uma lei ampliou as penas para casos de violência contra mulheres praticados com inteligência artificial ou outras tecnologias capazes de alterar imagem e voz. O Senado também aprovou, em julho, uma proposta que endurece a punição para crimes sexuais contra crianças cometidos com uso de IA, mas o texto ainda aguarda sanção presidencial. Para Paolla Oliveira, é necessário criar regras mais rigorosas e acelerar a resposta das autoridades, já que as medidas atuais não acompanham a velocidade dessas ferramentas.
