A Polícia Civil concluiu que o assalto que resultou na morte do empresário Cleiton de Oliveira dos Santos, de 44 anos, em Guarani das Missões, foi uma ação planejada. O inquérito foi encaminhado à Justiça na sexta-feira (14), e os investigados foram indiciados por roubo seguido de morte, adulteração de sinal identificador de veículo e porte ilegal de arma. Conforme a delegada Luciana Cunha da Silva, responsável temporariamente pela delegacia do município, os suspeitos teriam saído de Cruz Alta já com a vítima escolhida e conheciam sua rotina, a residência da família e a ótica administrada por ela. Mesmo após a conclusão do procedimento, a polícia mantém diligências para descobrir se houve participação de um mandante ou de outras pessoas no planejamento.

O crime ocorreu na madrugada de 7 de agosto, quando cinco homens teriam participado da ação. Quatro entraram na casa após arrombarem a porta, enquanto um permaneceu do lado de fora em um Chevrolet Astra para monitorar a movimentação. Cleiton, a esposa e os filhos de 15 e 9 anos foram rendidos, e a investigação aponta que o objetivo do grupo era chegar até a ótica da família. O empresário acabou sendo levado como refém no próprio veículo. A chegada da Brigada Militar à residência provocou a fuga: o suspeito que conduzia o Astra foi localizado e preso durante o cerco em Santo Ângelo, enquanto os outros quatro seguiram com Cleiton em direção a Cerro Largo.

A perseguição terminou na BR-392, no acesso a Cerro Largo, onde o veículo capotou e pegou fogo. Cleiton e o homem que dirigia morreram no local, enquanto outros três suspeitos ficaram gravemente feridos e posteriormente foram transferidos para unidades de custódia da Polícia Penal. A identidade do suspeito morto ainda depende de confirmação por exame de DNA. Segundo a Polícia Civil, o grupo também é investigado por outros crimes com características semelhantes, inclusive com o uso do mesmo Astra, reforçando a suspeita de uma quadrilha especializada nesse tipo de roubo. Dos quatro investigados sobreviventes, três já prestaram depoimento e um ainda deverá ser interrogado formalmente.