Registros de violência contra a mulher caem 20% em julho na microrregião de Veranópolis
Número de ameaças diminuiu na comparação com julho de 2025, enquanto ocorrências de lesão corporal permaneceram estáveis
Os indicadores de violência contra a mulher apresentaram queda de 20% na microrregião de Veranópolis em julho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano passado. Foram oito ocorrências entre os cinco indicadores monitorados pela Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul (SSP-RS), contra dez em julho de 2025.
O levantamento considera os registros de ameaça, lesão corporal, estupro, feminicídio tentado e feminicídio consumado em Cotiporã, Fagundes Varela, Nova Prata, Veranópolis e Vila Flores.
A redução ocorreu nos casos de ameaça, que passaram de sete em julho do ano passado para cinco neste ano. Já as lesões corporais permaneceram estáveis, com três registros nos dois períodos. Não houve ocorrência de estupro, feminicídio tentado ou feminicídio consumado em julho de nenhum dos dois anos.
Ameaças crescem em Veranópolis
Os registros de ameaça caíram cerca de 29% na microrregião, passando de sete para cinco ocorrências. Apesar da redução geral, Veranópolis apresentou aumento, passando de um caso em julho de 2025 para quatro no mesmo mês deste ano. Vila Flores, que não havia registrado ocorrências no período do ano passado, teve uma neste ano.
Já Cotiporã, Fagundes Varela e Nova Prata não tiveram casos em julho de 2026.
| Município | Julho/2025 | Julho/2026 |
|---|---|---|
| Cotiporã | 1 | 0 |
| Fagundes Varela | 2 | 0 |
| Nova Prata | 3 | 0 |
| Veranópolis | 1 | 4 |
| Vila Flores | 0 | 1 |
| Total | 7 | 5 |
Registros de ameaça. Levantamento: reportagem da Studio com dados da SSP-RS.
Lesões corporais permanecem estáveis
As ocorrências de lesão corporal se mantiveram em três casos na microrregião, mas houve mudança na distribuição entre os municípios. Em julho de 2025, Cotiporã teve dois registros e Nova Prata, um. Neste ano, Nova Prata contabilizou dois casos e Veranópolis, um. Fagundes Varela e Vila Flores não tiveram ocorrências nos dois períodos.
| Município | Julho/2025 | Julho/2026 |
|---|---|---|
| Cotiporã | 2 | 0 |
| Fagundes Varela | 0 | 0 |
| Nova Prata | 1 | 2 |
| Veranópolis | 0 | 1 |
| Vila Flores | 0 | 0 |
| Total | 3 | 3 |
Registros de lesão corporal. Levantamento: reportagem da Studio com dados da SSP-RS.
Em relação aos demais indicadores, nenhuma das cinco cidades registrou estupro, tentativa de feminicídio ou feminicídio consumado em julho de 2026. O mesmo cenário havia sido registrado em julho de 2025.
No acumulado entre janeiro e julho deste ano, a microrregião contabilizou 76 ameaças e 38 lesões corporais. Também foram registrados quatro estupros, duas tentativas de feminicídio (uma em Nova Prata, outra em Veranópolis) e um feminicídio consumado (em Nova Prata).
Mais de 3,3 mil ocorrências no RS em julho
Em todo o Rio Grande do Sul, foram contabilizadas 3.393 ocorrências nos cinco indicadores de violência contra a mulher em julho de 2026. O número é superior ao registrado em junho, quando foram 3.210 casos. As ameaças representam a maior parte dos registros, com 2.104 ocorrências no mês. O Estado também contabilizou 1.128 lesões corporais e 140 estupros.
Nos indicadores mais graves, foram 16 tentativas de feminicídio e cinco feminicídios consumados em julho.
Considerando os sete primeiros meses de 2026, o Rio Grande do Sul contabilizou 19.794 ameaças, 9.638 lesões corporais e 1.164 estupros. No período, também foram registrados 139 feminicídios tentados e 46 consumados. Somados, os cinco indicadores chegaram a 30.781 ocorrências entre janeiro e julho.
