Santa Catarina confirmou a primeira morte por Febre do Nilo Ocidental (FNO) de sua história, após a identificação da doença em uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, no Sul do Estado. A Secretaria de Estado da Saúde também confirmou um segundo caso, envolvendo um homem de 56 anos, de Caçador, que apresentou manifestações neurológicas, permaneceu internado e posteriormente recebeu alta. As duas ocorrências continuam sob investigação epidemiológica para determinar os locais prováveis de infecção e ampliar o conhecimento sobre a circulação do vírus em território catarinense.

A doença é provocada por um vírus transmitido principalmente pela picada de mosquitos infectados do gênero Culex, conhecidos como pernilongos. O ciclo natural envolve mosquitos e aves silvestres, enquanto seres humanos e equídeos são considerados hospedeiros acidentais. Não há transmissão direta entre pessoas nem de aves para humanos. Grande parte dos infectados não apresenta sintomas, mas alguns podem desenvolver febre, dores de cabeça e no corpo e mal-estar. Em situações menos frequentes, a infecção pode atingir o sistema nervoso central e provocar complicações como meningite e encefalite.

Após os casos confirmados, a Secretaria da Saúde reforçou as ações de vigilância epidemiológica, laboratorial, animal e entomológica. A recomendação é procurar atendimento diante de febre associada a sinais neurológicos, como confusão mental, fraqueza ou alteração do nível de consciência, especialmente após exposição a mosquitos. Entre as medidas preventivas estão o uso de repelentes, instalação de telas, roupas que diminuam a exposição da pele e eliminação de água parada, reduzindo os locais favoráveis à proliferação dos insetos.