Suspeito de incendiar e matar homem em parada de ônibus é preso em Alvorada
Homem de 40 anos foi preso preventivamente; Polícia Civil apura se crime foi motivado por vingança após desavenças entre suspeito e vítima
Um homem de 40 anos foi preso preventivamente na segunda-feira, 17 de agosto, em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, suspeito de matar David William Souza da Cunha, de 39 anos, após agredi-lo e atear fogo em seu corpo em uma parada de ônibus.
O crime ocorreu na madrugada de terça-feira, 11 de agosto, na Avenida Presidente Getúlio Vargas. Conforme a Polícia Civil, David estava próximo a uma parada de ônibus, em frente a uma garagem de coletivos, quando foi atacado. Antes de atear fogo na vítima, o suspeito também teria utilizado pedras para agredi-la.
Gravemente ferido, David foi socorrido e encaminhado ao Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte ao ataque.
A investigação da Delegacia de Homicídios de Alvorada identificou o suspeito por meio de diligências e elementos reunidos após o crime. Segundo o delegado Edimar Machado, o investigado admitiu que mantinha desavenças com a vítima e relatou uma briga recente entre os dois. Uma das linhas investigadas é de que o homicídio tenha sido motivado por vingança.
O suspeito alegou à polícia não se lembrar do ataque por estar sob efeito de drogas. No entanto, segundo a investigação, ele teria ido a um posto de combustíveis e comprado gasolina pouco antes do crime.
A perícia ainda deverá esclarecer se as agressões sofridas pela vítima antes do incêndio também contribuíram para a morte. O resultado será incluído no inquérito.
Conforme a Polícia Civil, o investigado possui antecedentes por crimes como roubo a pedestre, roubo de veículos e tráfico de drogas. Ele também utilizava tornozeleira eletrônica, que teria sido rompida antes do ataque.
Com a prisão preventiva decretada pela Justiça, o homem foi localizado na residência de uma familiar em Alvorada. O caso é investigado como homicídio qualificado, e a Polícia Civil segue reunindo provas para concluir o inquérito.
Fonte: Porto Alegre 24 Horas, com informações da Polícia Civil
Foto: Divulgação/Polícia Civil
