AGU pede 72 horas ao STF para se manifestar sobre ações que buscam liberar bets
Entidades do setor pedem suspensão da medida provisória que proibiu apostas on-line no país
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) prazo de 72 horas para se manifestar sobre ações que questionam a proibição das bets no Brasil. O pedido foi apresentado nesta segunda-feira, 28 de setembro.
Segundo a AGU, o prazo é necessário para que os órgãos governamentais envolvidos na regulamentação do setor sejam ouvidos antes de uma eventual decisão.
A discussão chegou ao STF após a Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) pedirem a suspensão da medida provisória que proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no país.
Os pedidos foram apresentados em processos que estão sob relatoria do ministro Luiz Fux. As entidades defendem a suspensão dos efeitos da medida enquanto o Supremo analisa a questão ou até que o Congresso delibere sobre o assunto.
A medida provisória já impede o recebimento de novas apostas e estabelece um cronograma para encerramento das atividades. Os apostadores têm até 5 de outubro para retirar voluntariamente os saldos mantidos nas plataformas, enquanto os sites e aplicativos deverão sair do ar a partir de 6 de outubro.
No âmbito das discussões envolvendo as apostas on-line, Fux também já determinou medidas para impedir que beneficiários de programas sociais utilizem recursos em plataformas de bets.
O pedido da AGU é de natureza processual e não representa, neste momento, uma manifestação sobre o mérito das ações apresentadas pelas entidades do setor.
Fonte: Agência Brasil
