O Bolsa Família será reajustado em 15%, com efeitos financeiros a partir de 1º de outubro, conforme decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 17 de setembro, segundo informações divulgadas pela Agência Brasil.

Com a atualização, o valor mínimo garantido às famílias beneficiárias passará de cerca de R$ 600 para R$ 691. Já o valor médio pago pelo programa deverá subir de R$ 675 para R$ 777.

De acordo com o governo federal, o reajuste corresponde à variação acumulada do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026, calculada em 15,04%.

O decreto também atualiza outros componentes do programa. O Benefício de Renda de Cidadania passará para R$ 164 por integrante da família, enquanto o Benefício Primeira Infância será de R$ 173. Já o Benefício Variável Familiar ficará em R$ 58.

Segundo o governo, a correção dos valores busca preservar o poder de compra das famílias atendidas pelo Bolsa Família diante da inflação acumulada no período.

O decreto entrou em vigor na data de sua publicação em edição extra do Diário Oficial da União, mas os novos valores serão pagos a partir de outubro.

Durante a cerimônia de assinatura, o secretário-executivo do Ministério do Planejamento, Bruno Moretti, afirmou que a atualização segue a inflação medida pelo INPC. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que a medida busca reduzir as perdas provocadas pela inflação e contribuir para a segurança alimentar das famílias mais vulneráveis.

Fonte: Agência Brasil