O Brasil pode registrar até seis ondas de calor entre agosto e dezembro de 2026, segundo uma análise do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden). A projeção considera o comportamento das temperaturas em anos marcados pelo El Niño e ocorre em um cenário de preocupação simultânea com extremos climáticos, incluindo períodos de calor intenso, estiagens e episódios de chuva volumosa.

O alerta ganha força porque o El Niño pode atingir intensidade muito forte nos próximos meses. Informações reunidas pelo Painel El Niño 2026-2027, com participação de órgãos como Cemaden, INMET e INPE, apontam probabilidade superior a 90% de um evento muito forte entre setembro e novembro. O fenômeno é provocado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial e costuma alterar os padrões de temperatura e precipitação em várias partes do mundo.

Os impactos, porém, não são iguais em todo o país. No Sul, aumenta o risco de temporais, chuvas intensas e enchentes, enquanto outras regiões podem enfrentar temperaturas acima da média e períodos de seca. Apesar das projeções, a quantidade exata e a intensidade das ondas de calor ainda dependerão da evolução do El Niño e das condições atmosféricas que se formarem ao longo dos próximos meses.