Treze ministros aposentados do Supremo Tribunal Federal (STF) enviaram uma manifestação ao presidente da Corte, Edson Fachin, defendendo a convocação urgente de uma sessão pública do plenário. O grupo sustenta que os episódios recentes exigem uma apuração imediata e rigorosa, com respeito ao devido processo legal, diante do impacto que a crise vem causando sobre a credibilidade do tribunal e a confiança nas instituições.

A carta é assinada por nomes como Celso de Mello, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Joaquim Barbosa e Rosa Weber, além de outros ex-integrantes do STF. No documento, eles afirmam confiar na condução de Fachin e classificam o atual cenário como a crise mais grave já enfrentada pela Corte. Apesar do tom contundente, o texto não menciona nominalmente ministros, não especifica quais fatos devem ser investigados e não pede afastamentos.

Após a divulgação da manifestação, Celso de Mello reforçou que a iniciativa busca preservar a imparcialidade e a autoridade institucional do Supremo, sem vinculação a um caso específico. A crise ganhou força após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao banqueiro Daniel Vorcaro, do extinto Banco Master. Para os ex-ministros, eventuais irregularidades precisam ser examinadas de forma pública e transparente, sem que o cargo ocupado impeça o escrutínio dos fatos.