A Justiça recebeu, na quarta-feira, 2 de setembro, denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra três investigados por lavagem de dinheiro no âmbito da Operação Contas Abertas III.

A denúncia foi apresentada pelo promotor de Justiça Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO – Serra).

Além de receber a denúncia, a Justiça determinou o sequestro de três imóveis localizados em Bento Gonçalves, avaliados em aproximadamente R$ 750 mil. Conforme o MPRS, a medida busca atingir o patrimônio supostamente obtido com recursos provenientes de atividades criminosas.

Segundo a investigação, teriam sido utilizados terceiros e negociações imobiliárias para ocultar a propriedade e a origem de bens. A denúncia aponta que dois dos imóveis foram adquiridos por R$ 550 mil e permaneceram formalmente registrados em nome de uma empresa, embora os denunciados sejam apontados como os reais proprietários.

De acordo com o Ministério Público, a aquisição, a negociação e a ocultação dos três imóveis teriam sido utilizadas para dissimular a origem e a propriedade do patrimônio.

A decisão judicial também determinou a continuidade das investigações sobre outros fatos e possíveis envolvidos, incluindo o aprofundamento da análise de movimentações financeiras realizadas por intermédio de terceiros.

Conforme o MPRS, o sequestro dos imóveis tem como objetivo evitar a dilapidação do patrimônio investigado, assegurar eventual perda dos bens ao final do processo e enfraquecer a estrutura financeira supostamente utilizada para a prática de crimes.

A Operação Contas Abertas teve três etapas. Na primeira, realizada em sexta-feira, 14 de junho, em Bento Gonçalves e outras cidades do Rio Grande do Sul e de outros três estados, uma ação contra uma organização investigada por tráfico de armas, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro resultou em 26 prisões, apreensão de 25 veículos e cinco imóveis, além do bloqueio de 274 contas.

Na segunda etapa, em segunda-feira, 17 de junho, no Presídio Regional de Pelotas, houve uma prisão preventiva e apreensão de celulares.

Já na terceira fase, realizada em quinta-feira, 20 de junho, na Penitenciária Regional e no Presídio Regional de Caxias do Sul, três investigados foram presos. Também foram apreendidos 41 celulares, drogas, armas brancas, dinheiro e anotações.

As investigações relacionadas à Operação Contas Abertas III seguem em andamento.

Fonte: Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS)