Mendonça vota por julgamento separado de Moraes em caso analisado pelo STF
Ministro acompanhou Edson Fachin e defendeu que o caso envolvendo Alexandre de Moraes seja analisado separadamente das questões relacionadas à sua própria atuação no processo do Banco Master
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta terça-feira, 15 de setembro, para que o caso envolvendo Alexandre de Moraes seja julgado separadamente do pedido de apuração sobre sua própria atuação nas investigações relacionadas ao Banco Master.
Segundo a Agência Brasil, Mendonça acompanhou o entendimento do presidente da Corte, Edson Fachin, favorável à realização dos julgamentos em momentos distintos.
O plenário analisa uma questão de ordem sobre se Alexandre de Moraes pode ser investigado por supostas relações com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e se o mesmo julgamento deve incluir alegações de irregularidades atribuídas a André Mendonça, antigo relator do processo relacionado ao Banco Master.
Até o momento informado pela Agência Brasil, o placar estava em 4 votos a 2 para que os dois casos fossem julgados na sessão prevista para quarta-feira, 23 de setembro. A votação ainda estava em andamento.
Os ministros Kássio Nunes Marques e Dias Toffoli declararam-se impedido e suspeito, respectivamente, e não participariam da votação.
A discussão teve início após uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes, que defendeu a inclusão, no mesmo julgamento, da análise das supostas irregularidades atribuídas a Mendonça. Mendes também sustentou que o processo deveria ser redistribuído entre os ministros do STF.
O caso chegou ao plenário após uma apuração da Polícia Federal identificar que Daniel Vorcaro teria mantido contato com um número de telefone atribuído a Alexandre de Moraes. Conforme a investigação citada pela Agência Brasil, o ex-banqueiro teria trocado cerca de 50 mensagens com o número antes de sua prisão, em novembro de 2025.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, também citado nas mensagens, defendeu a anulação do relatório da Polícia Federal. Segundo a Agência Brasil, Gonet afirmou em manifestação ao STF que Mendonça teria avançado de forma irregular na investigação ao determinar o aprofundamento da apuração sobre as conversas.
As alegações seguem sob análise do Supremo e não representam conclusão definitiva sobre eventual irregularidade cometida pelos ministros citados.
Fonte: Agência Brasil — informações organizadas a partir do conteúdo fornecido, sem verificação externa nesta resposta
