Uma fotografia em que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aparecem sorrindo ao fim de uma sessão plenária gerou repercussão e críticas nas redes sociais em meio à crise envolvendo o Banco Master e as mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O registro foi feito pelo fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo, ao término da sessão de quarta-feira, 2 de setembro, quando os ministros deixavam o plenário.

Segundo relatos de integrantes da Corte, o momento de descontração não representava o clima predominante da sessão, que ocorreu em meio à expectativa pelos desdobramentos da crise interna envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça.

De acordo com os magistrados, o motivo das risadas teria sido uma piada feita pelo ministro Flávio Dino sobre uma questão tributária analisada naquela sessão. O julgamento tratava da incidência de PIS e Cofins sobre reservas técnicas de seguradoras.

Ainda conforme os relatos, todos os ministros que aparecem na roda participaram do momento de descontração, com exceção de André Mendonça. A situação teria ocorrido somente após o encerramento dos trabalhos.

A sessão foi a primeira realizada depois da divulgação de mensagens relacionadas a Daniel Vorcaro, fundador e ex-controlador do Banco Master. O conteúdo se tornou público após André Mendonça, relator das investigações, retirar o sigilo de relatório produzido pela Polícia Federal.

Também foi Mendonça quem determinou que a Polícia Federal identificasse o interlocutor das conversas atribuídas a Vorcaro. O número teria sido relacionado a Alexandre de Moraes, fazendo com que o caso ganhasse ainda mais repercussão.

Segundo informações atribuídas a pessoas presentes na sessão, havia apreensão entre os ministros diante da possibilidade de algum confronto verbal entre Moraes e Mendonça. Apesar disso, o assunto não foi debatido publicamente no plenário durante aquela sessão.

A orientação predominante entre os integrantes da Corte teria sido evitar manifestações públicas naquele momento, enquanto os desdobramentos institucionais do caso continuavam sendo analisados.

Fonte: Jornal O Sul, com informações da colunista Bela Megale, de O Globo