A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realiza nesta quarta-feira, 7 de outubro, dois leilões que colocarão em disputa 326 blocos para exploração e produção de petróleo e gás natural.

Segundo a agência, trata-se da maior oferta já realizada. Entre as áreas estão 13 blocos no pré-sal e dois setores da Bacia do Ceará, localizada na Margem Equatorial.

O primeiro leilão começa às 9h e corresponde ao 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, com 13 blocos no pré-sal do litoral do Sudeste.

São cinco áreas na Bacia de Campos — Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita — e oito na Bacia de Santos — Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita.

Atualmente, o pré-sal é a principal região produtora do país e, em setembro, respondeu por 82,6% da produção brasileira de petróleo e gás.

Ao todo, 19 empresas estão habilitadas para participar dessa etapa, entre elas Petrobras, BP, Chevron, Equinor, Shell, Sinopec e TotalEnergies.

No modelo de partilha, a Petrobras possui direito de preferência e pode optar por ser operadora do bloco, ficando com participação mínima de 30% no consórcio vencedor.

A partir das 14h, será realizado o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, com 313 blocos distribuídos em 22 setores, incluindo áreas terrestres e marítimas.

Dois desses setores estão localizados na Bacia do Ceará, integrante da Margem Equatorial Brasileira.

O leilão também inclui cinco blocos classificados como áreas de acumulação marginal, onde a produção está inativa ou houve devolução à ANP por falta de interesse econômico.

Ao todo, 46 empresas estão habilitadas para participar dessa etapa.

Na segunda-feira, 5 de outubro, a ANP informou a retirada de cinco blocos da Bacia do Parnaíba após a identificação de erro material na aplicação de critérios socioambientais.

A realização dos leilões também gera debate. Representantes da indústria avaliam que novas áreas são importantes para reposição de reservas e continuidade dos investimentos, enquanto organizações socioambientais demonstram preocupação com possíveis impactos em territórios indígenas, quilombolas, áreas de conservação, assentamentos e regiões de pesca artesanal.

Fonte: Agência Brasil