A Brigada Militar decidiu cancelar o exame psicológico que seria realizado em um policial investigado pelas mortes da ex-companheira e dos pais dela, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A avaliação estava prevista em um processo administrativo disciplinar que poderá resultar na exclusão do servidor da corporação.

Segundo a instituição, a mudança ocorreu porque não foram identificados, até o momento, elementos que justifiquem a necessidade da avaliação. O procedimento administrativo continuará em andamento sem essa etapa. A corporação informou, porém, que poderá considerar futuramente um eventual exame de sanidade mental determinado pela Justiça no processo criminal.

A defesa do investigado afirmou ter recebido a decisão com surpresa, já que o exame havia sido autorizado anteriormente pela Corregedoria e possuía data prevista. O policial permanece preso desde fevereiro, enquanto o caso segue sob análise das autoridades competentes.

As três vítimas estão desaparecidas desde janeiro, em Cachoeirinha, e seus corpos ainda não foram localizados. A investigação policial foi concluída e envolve acusações de feminicídio e homicídio qualificado, além de outros delitos. Outras duas pessoas também foram denunciadas por suspeita de participação nos fatos e de tentativas de dificultar as investigações. As responsabilidades ainda dependem da análise judicial.