O inverno de 2026 em Veranópolis foi o terceiro mais chuvoso desde o início da série histórica do CEFRUTI, em 1956. Entre junho, julho e agosto, foram registrados 832 milímetros de chuva, volume muito acima da média histórica de 479 mm.

De acordo com o Comunicado Agrometeorológico Especial elaborado pelo Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), o volume registrado neste inverno ficou atrás apenas de 1972, quando choveram 879 mm, e de 2020, com 858 mm. O total de 2026 foi semelhante ao observado em 2011, também com 832 mm.

Julho foi o mês mais chuvoso, acumulando 412 mm, ou 217 mm acima da média histórica. Agosto teve 257 mm, enquanto junho registrou 164 mm. Somente nos dias 21 e 28 de julho foram contabilizados, respectivamente, 111,2 mm e 105,6 mm, volumes que juntos corresponderam a 53% de toda a chuva daquele mês.

Apesar do elevado volume de precipitação, o inverno também foi caracterizado como relativamente quente. As temperaturas médias do período ficaram em 13,9°C, enquanto a média das mínimas foi de 9,8°C e a das máximas, de 17,9°C. Julho e agosto tiveram temperaturas acima da normal climatológica, especialmente nas mínimas, com desvios positivos que chegaram a 2,5°C.

Durante todo o inverno, não foram registradas temperaturas mínimas abaixo de 0°C. O menor valor foi de 0,1°C, em 23 de agosto. O mesmo mês também registrou a maior temperatura do inverno, de 30,3°C.

No período de maio a agosto, foram contabilizadas 366 horas de frio iguais ou inferiores a 7,2°C, número ligeiramente superior à média histórica de 324 horas. O estudo, porém, destaca que as temperaturas elevadas registradas em julho e agosto podem ter prejudicado qualitativamente o acúmulo de frio necessário para algumas frutíferas de clima temperado.

Considerando temperaturas iguais ou inferiores a 10°C, foram registradas 713 horas de frio entre maio e agosto, com maior contribuição de maio e junho.

Outro destaque do levantamento foi a radiação solar global e a insolação abaixo da média histórica nos três meses do inverno, situação associada ao elevado número de dias chuvosos.

Em relação ao vento, as maiores rajadas do inverno foram de 51,5 km/h em junho, 53,3 km/h em julho e 46,8 km/h em agosto. A maior rajada registrada em Veranópolis no ano até aquele momento havia ocorrido em maio, chegando a 56,2 km/h.

O levantamento utiliza dados da estação meteorológica do Centro Estadual de Diagnóstico e Pesquisa em Fruticultura (CEFRUTI), em Veranópolis, e integra o Comunicado Agrometeorológico nº 111.

Fonte: DDPA/SEAPI – Comunicado Agrometeorológico Especial Veranópolis Inverno/2026