Líder de facção conhecido como Tim Maia é preso após dez anos foragido no Rio Grande do Sul
Suspeito foi localizado em Igrejinha utilizando identidade de uma pessoa falecida; polícia apreendeu arma de fogo e caminhonete durante a operação
Um homem apontado como liderança de uma facção criminosa com atuação no Rio Grande do Sul foi preso após permanecer dez anos foragido do sistema prisional. Conhecido pelo apelido de Tim Maia, o suspeito foi localizado na tarde desta terça-feira (20), no município de Igrejinha, no Vale do Paranhana. A prisão ocorreu por volta das 17h, durante uma operação da Polícia Civil conduzida pela 1ª Delegacia de Investigação do Narcotráfico (1ª DIN), vinculada ao Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc).
Segundo as investigações, o homem responde por tráfico de drogas e seria considerado o braço direito de um dos principais líderes do narcotráfico gaúcho, que foi preso em março deste ano. Durante aproximadamente uma década, o suspeito conseguiu permanecer longe do sistema prisional, utilizando estratégias para dificultar sua identificação e localização pelas autoridades.
No momento da abordagem, o investigado apresentou documentos falsos emitidos em Santa Catarina, utilizando os dados de uma pessoa já falecida. Os policiais também encontraram um comprovante de quitação eleitoral vinculado à identidade utilizada. A Polícia Civil suspeita que o homem tenha participado da votação no primeiro turno das eleições de 2026 para verificar se os documentos falsificados seriam aceitos. Na residência onde estava escondido, os agentes apreenderam uma arma de fogo calibre .22, mantida ilegalmente, e uma caminhonete.
Além de ser capturado em razão de sua condição de foragido por tráfico de drogas, o suspeito foi autuado em flagrante pelos crimes de uso de documento falso e posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. A operação representa mais uma ação do Denarc no combate às organizações criminosas envolvidas com o tráfico de entorpecentes no Estado. Até a divulgação das informações, a defesa do investigado não havia se manifestado sobre a prisão.
