Polícia Federal investiga fraude em contrato de manutenção do Instituto Federal Farroupilha no RS
Operação Alquimia cumpriu três mandados de busca e apreensão em Santa Maria; empresa e servidora são investigadas por possíveis cobranças de serviços não realizados
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, 21 de outubro, a Operação Alquimia, para investigar suspeitas de fraude na execução de um contrato de manutenção predial do Instituto Federal Farroupilha (IFFAR), no Rio Grande do Sul. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em Santa Maria, expedidos pela Justiça Federal. A investigação apura possíveis irregularidades cometidas por uma empresa privada com a participação de uma servidora da instituição.
De acordo com a Polícia Federal, há indícios de que a empresa cobrava por serviços que não haviam sido executados e utilizava o contrato para custear despesas e projetos que não faziam parte do objeto contratado. As investigações identificaram possíveis divergências entre os serviços efetivamente realizados e aqueles descritos nas medições e notas fiscais. Em determinadas situações, itens não previstos no contrato teriam sido lançados como serviços autorizados, com acréscimo de 35% sobre os valores orçados, sem a correspondente prestação dos serviços.
Conforme a investigação, a servidora do instituto seria responsável por solicitar os serviços, orientar a forma de faturamento e atestar a execução dos trabalhos, enquanto o administrador de fato da empresa conduzia as negociações e a emissão das notas fiscais. Os policiais também identificaram indícios de repetição de itens em diferentes documentos fiscais, o que passou a integrar a apuração sobre os possíveis prejuízos aos recursos públicos.
O próprio Instituto Federal Farroupilha identificou as irregularidades, suspendeu os pagamentos à empresa e instaurou um procedimento administrativo de responsabilização, além de comunicar os fatos à Polícia Federal. Segundo a instituição policial, o IFFAR colaborou com a investigação desde o início. O valor total do possível prejuízo aos cofres públicos ainda está sendo calculado, e os envolvidos poderão responder pelo crime de fraude em contrato.
Fonte: Polícia Federal – Comunicação Social de Santa Maria.
