Ponte sobre o Rio das Antas entre São Marcos e Campestre da Serra segue interditada e obras ainda não têm data para começar
Dnit busca empresa para executar recuperação emergencial da estrutura sobre o Rio das Antas, bloqueada desde 22 de setembro após danos provocados pelas chuvas.
A ponte sobre o Rio das Antas, localizada no km 95,7 da BR-116, entre São Marcos e Campestre da Serra, permanece totalmente interditada e ainda não tem previsão para o início das obras de recuperação. A situação foi discutida nesta quarta-feira (14), durante uma reunião na sede do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), em Porto Alegre. Participaram do encontro os prefeitos Volmir Rech, de São Marcos, e Tairo Balardin, de Campestre da Serra, além de representantes dos municípios e do órgão federal. A estrutura está bloqueada desde 22 de setembro, quando foram identificados danos provocados pela força das águas do Rio das Antas.
Durante a reunião, o Dnit informou que está realizando contatos com empresas para viabilizar a contratação dos serviços emergenciais. Segundo o prefeito de Campestre da Serra, a expectativa é de que a empreiteira responsável seja definida na próxima semana. Após essa etapa, ainda será necessária a elaboração e apresentação do projeto técnico, com o planejamento das intervenções, a estimativa de custos e a definição de uma data para o início dos trabalhos. Inicialmente, o Ministério dos Transportes havia anunciado que a recuperação começaria na primeira quinzena de outubro, prazo que não foi cumprido.
A interdição ocorreu após as fortes chuvas provocarem a elevação do nível do Rio das Antas, arrastando troncos, galhos e vegetação que se acumularam junto aos pilares da ponte. A pressão exercida pela correnteza e pelos materiais transportados pela água comprometeu a estrutura, construída há mais de 50 anos, levando ao bloqueio preventivo do trânsito. Além dos reparos emergenciais, o Ministério dos Transportes também havia anunciado a possibilidade de construção de uma nova ponte no trecho. O assunto voltou a ser discutido na reunião, mas não houve definição sobre a nova estrutura.
O encontro foi conduzido pelo superintendente regional do Dnit no Rio Grande do Sul, Hiratan Pinheiro da Silva, e contou também com a participação do deputado estadual Guilherme Pasin (PP). Enquanto a ponte permanecer interditada, os motoristas que precisam se deslocar entre Caxias do Sul e Vacaria devem utilizar rotas alternativas, sendo a RS-122 a principal opção indicada. A liberação da BR-116 dependerá da execução dos serviços necessários e da avaliação das condições de segurança da estrutura.
